Venda de habitações cresce 6,4% em maio

Nos três meses precedentes, foram transacionados 31.800 fogos no país.

De acordo com as projeções apuradas pela Confidencial Imobiliário, a partir do SIR – Sistema de Informação Residencial, nos últimos três meses, foram vendidas cerca de 33.800 casas em Portugal Continental.

Este volume estimado de vendas apresenta um aumento de 6,4% face aos três meses precedentes (de dezembro de 2022 a fevereiro de 2023), quando foram transacionados 31.800 fogos no país, invertendo assim a trajetória de quebra de vendas, que foi sentida ao longo do último ano.

Após atingir um pico de 43.600 habitações vendidas no 4º trimestre de 2021, o volume de vendas foi reduzindo progressivamente, sendo a única exceção a variação nula registada no 2º trimestre de 2022. Assim, há já três trimestres consecutivos que as vendas de habitação reduziam em termos trimestrais, com a quebra mais acentuada (de -9,1%) a ocorrer no 1º trimestre de 2023, quando o mercado registou 33.100 unidades vendidas.

Em maio, os preços de venda dos fogos em Portugal Continental registaram uma variação mensal de 0,6% e homóloga de 14,1%, mantendo a trajetória de subida, no entanto, a um ritmo mais lento do que no início do ano, conforme os dados do Índice de Preços Residenciais.

No acumulado de março a maio de 2023, as habitações em Portugal foram vendidas por um preço médio de 2.130 euros por m2, o que se traduz num preço médio por fogo de 220.947 euros, de acordo com os dados dos SIR.

Segundo Ricardo Guimarães, Diretor da Confidencial Imobiliário, “Apesar de a atividade mais recente continuar 22% abaixo do pico de mercado e de se tratar de um aumento não muito expressivo, há efetivamente um sinal de estabilização do mercado, travando o ciclo de perda observado no último ano, traduzido em reduções trimestrais consecutivas no número de vendas”.

O responsável acrescenta, “O desempenho económico tem sucessivamente superado as expectativas. Apesar do aumento das taxas de juro, a inflação está em clara trajetória de descida. Até ao presente não se verificaram descidas de preços na habitação, pelo que esta recuperação nas vendas sugere a reativação de alguma procura que se encontrava expectante e que ter-se-á adaptado às novas condições de mercado a nível de financiamento”.