Taxa de juro implícita no crédito à habitação sobe para 3,398% em maio

É o valor mais elevado desde junho de 2009.

De acordo com os dados apresentados hoje pelo INE – Instituto Nacional de Estatística, a taxa de juro implícita no conjunto dos contratos de crédito à habitação foi 3,398% em maio, um aumento de 28,8 pontos base face a abril (3,110%) e o valor mais elevado desde junho de 2009.

No que diz respeito aos contratos celebrados nos últimos três meses, a taxa de juro subiu de 3,675% em abril para 3,882% em maio, atingindo o valor mais elevado desde agosto de 2012.  O capital médio em dívida aumentou 197 euros, para 63 169 euros.

Quanto à prestação média (352 euros), registou um aumento de 11 euros face a abril, e 92 euros (35,4%) quando comparado a maio de 2022. Nos contratos celebrados nos últimos 3 meses, o valor médio da prestação subiu 1 euro face ao mês anterior, para 591 euros em maio (aumento de 51,2% face ao mesmo mês do ano anterior).

Para o destino de financiamento Aquisição de Habitação, o mais relevante no conjunto do crédito à habitação, a taxa de juro implícita para o total dos contratos aumentou para 3,098%, um crescimento de 27,5 pontos base face a março. Nos contratos celebrados nos últimos três meses, a taxa de juro cresceu 16,0 pontos base quando comparado com o mês anterior, fixando-se em 3,661%.

Tendo em consideração a totalidade dos contratos, o valor médio da prestação mensal fixou-se em 352 euros em maio, mais 11 euros que em abril e mais 92 euros que em maio de 2022 (aumento de 35,4%). Deste valor, 179 euros (51%) correspondem a pagamento de juros e 173 euros (49%) a capital amortizado.

A componente de juros representava (em maio) apenas 16% do valor médio da prestação (260 euros). Nos contratos celebrados nos últimos 3 meses, o valor médio da prestação subiu 1 euro face ao mês anterior, para 591 euros em maio (aumento de 51,2% face ao mesmo mês do ano anterior).

No mês em análise, o capital médio em dívida para a totalidade dos contratos subiu 197 euros face ao mês anterior,

fixando-se em 63 169 euros. Para os contratos celebrados nos últimos 3 meses, o montante médio em dívida foi 124 065 euros, menos 1 669 euros que em abril.