Setor da Construção e Imobiliário acompanham o progresso da economia

O consumo de cimento no mercado nacional registou um crescimento de 1,9% até ao final do mês de setembro, face ao mesmo período do ano anterior.

 

De acordo com a Análise à Conjuntura do Setor da Construção divulgada pela AICCOPN (Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas), a estimativa rápida do Produto Interno Bruto, alusiva ao 3º trimestre de 2022, indica um crescimento de 4,9%, em termos homólogos, e de 0,4% face ao trimestre anterior, o que representa um cenário de abrandamento do consumo privado e do investimento, e de aceleração dos preços no consumidor. No que concerne aos principais indicadores associados à atividade do setor, a evolução registada tem-se mantido globalmente positiva, não obstante os constrangimentos associados ao aumento dos preços das matérias primas, energia e materiais de construção.

Por conseguinte, observa-se que o consumo de cimento no mercado nacional atingiu 2.922 milhares de toneladas até ao final do mês de setembro de 2022, correspondendo a um aumento de 1,9%, face a igual período de 2021.

No que diz respeito ao licenciamento municipal, assiste-se a uma evolução favorável, nos primeiros oito meses do ano. Nos edifícios não residenciais, ocorreu em termos homólogos, uma subida de 6,4% da área licenciada desde o início de 2022. Por seu turno, os edifícios habitacionais registaram um crescimento de 1,6% do número de fogos licenciados em construções novas, totalizando 20.258 alojamentos e uma estabilização quanto à área licenciada, com uma variação de -0,1%, em termos homólogos acumulados.

Os custos de construção de habitação nova, no mês de agosto deste ano, cresceram 12,6% em termos homólogos, em seguimento de variações de 16,6% no índice referente à componente de materiais, e de 6,9% em relação à componente de mão de obra.

Quanto ao valor de novo crédito à habitação concedido pelas instituições financeiras, o mesmo totaliza 10,9 mil milhões de euros até ao final de agosto de 2022, o que reflete uma subida de 11,4% face ao montante registado em período homólogo.

A AICCOPN refere ainda que no mercado das obras públicas não se observaram mudanças significativas, sendo que os registos de queda nos concursos e nos contratos de empreitadas celebrados se mantiveram. Até ao final do 3.º trimestre, o volume de concursos de empreitadas de obras públicas promovidas regista uma redução de 15,9% em termos homólogos e o volume de contratos celebrados e registados no Portal Base apresenta uma variação homóloga temporalmente comparável de -36,5%.