Rendas aumentaram 7,6% no terceiro trimestre de 2022

A renda mediana dos 22 138 novos contratos de arrendamento de alojamentos familiares a nível nacional alcançou 6,55 euros por m2.

Segundo os dados provisórios divulgados ontem pelo INE – Instituto Nacional de Estatística, no âmbito das Estatísticas de Rendas de Habitação ao Nível Local, relativas ao terceiro trimestre de 2022, a renda mediana dos 22 138 novos contratos de arrendamentos de alojamentos familiares em território nacional atingiu 6,55 euros por m2. Este valor traduz-se num crescimento de 7,6% face ao período homólogo de 2021.

De acordo com os dados provisórios, o número de novos contratos de arrendamento registou um decréscimo de -5,5% (variação de +2,1% no trimestre anterior).

No terceiro trimestre de 2022, 10 das 25 regiões apresentaram uma diminuição no número de novos contratos de arrendamento face ao período homólogo. De destacar que as maiores reduções (inferior a -10%) ocorreram na Região Autónoma dos Açores (-16,4%), no Alentejo Litoral (-11,8%), no Algarve (-11,6%), na Lezíria do Tejo (-11,5%), na Área Metropolitana de Lisboa (-10,7%) e Área Metropolitana do Porto (-10,6%). Contrariando esta evolução, sobressaem-se com aumento acima de +10% em relação ao trimestre homólogo Terras de Trás-os-montes (+25,6%), Beira Baixa (+21,5%) e Tâmega e Sousa (+12,0%). As Áreas Metropolitanas de Lisboa e Porto concentraram 49,8% dos novos contratos de arrendamento (52,3% no segundo trimestre).

O montante das rendas situou-se acima do valor nacional nas sub-regiões Área Metropolitana de Lisboa (10,16 €/m2), Algarve (7,49 €/m2) e Área Metropolitana do Porto (7,27 €/m2). A menor renda mediana por m2 de novos contratos de arrendamento, foi registada nas Terras de Trás-os-Montes, como apresentado em trimestre anteriores.

No período em análise, a renda media por m2 de novos contratos de arrendamento subiu em 23 dos 24 municípios com mais de cem mil habitantes. Destacam-se Barcelos (+25,5%), Funchal (+20,2%) e Cascais (+20,0%), por apresentarem os maiores crescimentos homólogos.

Tal como em trimestres anteriores, no penúltimo trimestre de 2022, todos os municípios com mais de cem mil habitantes das Áreas Metropolitanas de Lisboa e Porto, salvo Santa Maria da Feira (4,83 €/m2) e Gondomar (6,35 €/m2), apresentaram rendas medianas superiores à nacional, mas com variações homólogas diferenciadas.

No entanto, houve subida das taxas de variação homóloga em 16 municípios, dos quais se destacam, deste conjunto, os municípios de Barcelos (+ 25,5 pontos base), Guimarães (+13,7 pontos base), Loures (+5,8 pontos base), Braga (+4,8 pontos base), Sintra (+4,6 pontos base), Gondomar (+4,2 pontos base) e Setúbal (+3,5 pontos base).