Rendas aumentaram 6,4% no primeiro trimestre de 2022

A renda mediana dos 23 934 novos contratos de arrendamento de alojamentos familiares em Portugal atingiu 6,16 €/m2.

De acordo com os dados provisórios divulgados hoje pelo Instituto Nacional de Estatística, no âmbito das Estatísticas de Rendas da Habitação ao Nível Local, relativas ao 1º trimestre de 2022, a renda mediana dos 23 934 novos contratos de arrendamento de alojamentos familiares em Portugal atingiu 6,16 €/m2. Montante que representa uma subida de 6,4% face ao período homólogo de 2021.

No entanto, este foi o valor mais baixo das taxas de variação homóloga desde o 2º trimestre do ano anterior. Segundo os dados provisórios, a renda mediana do 1º trimestre de 2022 decresceu 1,4%.), o número de novos contratos de arrendamento no país foi maior que o apurado em período homólogo (19 977 novos contratos), representando um aumento da atividade de arrendamento de +19,8%.

No período em análise, as 25 regiões registaram uma subida do número de novos contratos de arrendamento face ao período homólogo e 17 sub-regiões verificaram também um aumento face ao trimestre anterior. Em destaque com evoluções acima de +20% face ao trimestre anterior estão Médio Tejo (+33,3%), Alto Tâmega (+26,1%), Região Autónoma da Madeira (+25,9%) e Ave (+22,5%). As áreas metropolitanas de Lisboa e Porto concentraram 51% dos novos contratos de arrendamento e observaram uma evolução de +0,8% e -0,3%, respetivamente.

O valor das rendas situou-se acima do valor nacional nas sub-regiões Área Metropolitana de Lisboa (9,10 €/m2), Algarve (7,12 €/m2), Região Autónoma da Madeira (6,98 €/m2) e Área Metropolitana do Porto (6,58 €/m2). Terras de Trás-os-Montes (2,88 €/m2) apurou a menor renda mediana por m2 de novos contratos de arrendamento, tal como no trimestre anterior.

Segundo os dados provisórios, no 1º trimestre de 2022, a renda mediana por m2 de novos contratos de arrendamento aumentou em 23 dos 24 municípios com mais de 100 mil habitantes (menos um que no trimestre anterior). Com destaque para o Funchal (+17,2%), Matosinhos (+14,9%) e Vila Nova de Famalicão (+14,6%) por apresentarem os maiores crescimentos homólogos.

No 1º trimestre de 2022, tal como no trimestre anterior, todos os municípios com mais de 100 mil habitantes das áreas metropolitanas de Lisboa e Porto, com exceção de Santa Maria da Feira (4,30 €/m2) e Gondomar (5,93 €/m2), registaram rendas medianas superiores à nacional, mas variações homólogas diferenciadas.

Contudo, houve subida das taxas de variação homóloga em 14 municípios, destacando-se, deste conjunto, os municípios de Lisboa (+5,8 p.p.), Matosinhos (+5,6 p.p.), Setúbal (+5,0 p.p.), Oeiras (+4,3 p.p.), Leiria (+3,9 p.p.), Porto (+3,7 p.p.) e Vila Nova de Gaia (+3,5 p.p.).