Onde estudar tem mais encanto

Com o início do ano letivo à porta, é altura de os estudantes procurarem por opções de alojamento.

Aluguer de quartos privados ou partilhados, residências de estudantes privadas ou públicas, arrendamento de habitações ou até mesmo viver com familiares são algumas das hipóteses existentes. Porém, nem todas se mostram favoráveis em termos de infraestruturas e serviços, todas têm as suas vantagens e desvantagens e, como sabemos, nem todas são acessíveis a todas as carteiras.

Uma oferta e procura desajustadas não conseguem dar resposta à falta de camas para estudantes deslocados e este é um dos grandes motivos que fazem agitar o mercado das residências de estudantes. A oferta no arrendamento privado é escassa e o constante aumento das rendas que ultrapassa o poder de compra dos estudantes é um fator inibitório para uma maior demanda dos privados. E assim, se dá início a um novo segmento de mercado no setor imobiliário, as residências universitárias, com cada vez mais investidores interessados, onde os projetos começam a surgir de uma forma quase repentina, emergindo quase como um efeito boom, com um enorme potencial de crescimento.

Estando ainda a oferta muito longe da procura, o irromper destes projetos tem-se multiplicado nos últimos tempos. Esta é uma escolha que pode mexer também com o segmento de habitação, dado que a procura por quartos ou por apartamentos poderá diminuir, colocando desta forma mais imóveis no mercado de arrendamento.

Tendo em consideração este potencial de investimento, as residências universitárias privadas surgem cada vez mais para colmatar esta carência no que diz respeito a alojamento qualificado para os jovens estudantes. Além da procura dos estudantes estrangeiros em Portugal, os jovens portugueses também saem de casa dos pais muito cedo para se dedicarem aos estudos e em grande parte dos casos vão para longe da sua cidade natal. Estas novas propostas que apareceram no mercado e muitas outras que se encontram em pipeline nas grandes cidades do país, têm como propósito um habitar de qualidade com conforto e segurança, propondo interatividade entre os jovens e as próprias cidades ode se inserem. Acabam também por ser entidades promotoras de convívio com diversas áreas de lazer, bem como de estudo.

Até agora, Portugal tem oferecido várias opções de alojamento, desde residências pertencentes a universidades, a apartamentos privados, residências universitárias pertencentes a empresas privadas que na verdade, são as que mais têm sobressaído nos últimos anos no setor imobiliário, com um proliferar de mais e melhor oferta. Desta forma, começam cada vez mais a entrar no país empresas com o objetivo de construir novas residências universitárias, em que os valores divergem bastante consoante o tipo de serviços, dado que a oferta deste tipo de residências é até agora insuficiente. Se por um lado, pode ser mais barato que arrendar uma casa, por outro e quando se procuram equipamentos de luxo, pode tornar-se um preço superior e incomportável para muitas famílias.

Há pouco mais de dois anos o Governo aprovou um decreto-lei, em que foi criado o Plano Nacional de Alojamento Estudantil, de forma a requalificar e construir residências para acrescentar à oferta de alojamento para estudantes, esta medida prevê a reabilitação de centenas de imóveis no país. A juntar a esta oferta, existem muitos outros projetos em pipeline nas cidades principais, como é o caso de Lisboa, Porto, Coimbra, Braga, Évora e Aveiro.

Localizadas perto dos principais polos universitários, estão a surgir cada vez mais residências privadas para estudantes, estes novos espaços oferecem múltiplos serviços associados, desde ginásio, salas de yoga, espaços de estudo, sala de cinema, sala de jogos, salas de reuniões, espaços de coworking, biblioteca, lavandaria, terraços panorâmicos e até piscinas aquecidas.

São inúmeras as ofertas e os valores praticados dependem muito das valências escolhidas, ainda há pouco tempo foi anunciada uma nova residência universitária que irá nascer na Estação de Santa Apolónia, em Lisboa, com valores a partir de 219 euros por mês. No entanto, existem outros espaços com uma mão cheia de serviços de luxo, que podem chegar a montantes de 900 euros mensais.