Novo crédito à habitação aumenta 17,6%

As licenças habitacionais registam um aumento de 8,6% e a avaliação bancária cresce 6,8%.

Nos primeiros três meses de 2021, o consumo de cimento no mercado nacional registou um aumento de 10,8% para 922,7 mil toneladas, em resultado de em março se ter batido um máximo de 10 anos no consumo mensal desta matéria prima.

Segundo o relatório da AICCOPN (Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas), quanto ao total de licenças emitidas pelas Câmaras Municipais para obras de construção ou reabilitação de edifícios habitacionais, em função de um mês de março muito positivo, apurou-se, no 1º trimestre de 2021, um aumento de 8,6% em termos homólogos.

Assistiu-se a um crescimento de 12,1% na construção de habitação nova enquanto nas obras de reabilitação verificou-se um decréscimo de 3,6%, em termos homólogos.

No que concerne às licenças emitidas para construção de fogos em construções novas, registou-se uma variação em termos homólogos acumulados de 3,1%, para 6.569.

O novo crédito concedido pelas instituições financeiras para aquisição de habitação totalizou 3.349 milhões de euros, no 1º trimestre de 2021, montante que traduz um acréscimo de 17,6%, face ao 1º trimestre 2020.

Quanto ao valor de avaliação bancária atribuído às habitações no âmbito da concessão de crédito hipotecário, a AICCOPN refere, novamente, máximos históricos com um aumento de 6,8% em termos homólogos, para 1.185 euros/m2.

A Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas destaca a Área Metropolitana de Lisboa, onde o número de habitações licenciadas em construções novas nos doze meses terminados em março de 2021 totalizou 5.181, traduzindo assim uma redução de 6,3% face aos 5.530 alojamentos licenciados nos doze meses anteriores. Destes, 42,3% são de tipologia T3 e 25,8% de tipologia T2.

Nesta região verificou-se, em março, no que respeita ao valor de avaliação bancária na habitação uma variação homóloga de 5,6% para 1.566€ por m2.