Mercado de escritórios no Porto absorveu 5.818m2 no 1º trimestre

Três das doze transações registadas são operações com áreas brutas locáveis superiores a 500 m2.

O ano de 2022 arrancou com um cenário de incerteza generalizado, motivado pelo contexto atual do mercado Europeu, resultante do conflito internacional existente. No entanto, o mercado de escritórios do Grande Porto, no primeiro trimestre registou uma maior dinâmica comparativamente ao período homólogo, registado um crescimento tanto ao nível de área colocada, operações registadas e área média contratualizada.

De acordo com João Leite de Castro, diretor do departamento “corporate” da PREDIBISA, “O mercado de escritórios do Porto e Grande Porto iniciou o ano de 2022 com um total de 5.818 m2 contratualizados, num total de 12 operações registadas no primeiro trimestre. Comparativamente ao período homólogo, verificamos um crescimento de 98% no volume de área colocada, o que se traduz em mais 2.878 m2 e um aumento de 25% no total de operações registadas (mais 4 operações face ao mesmo período de 2021). Simultaneamente, verificamos também um aumento no valor de superfície média contratada por transação, de 368 m2 para os 485 m2 (…)”.

Entre janeiro e março, a PREDIBISA foi responsável por mais de metade das operações registadas (7 em 12), o correspondente a 58% do total de operações apuradas, onde três das doze transações registadas são operações com áreas brutas locáveis superiores a 500 m2, o correspondente a cerca de 55% da área colocada.

O responsável acrescenta ainda que “O Porto mantém a elevada tendência de procura de área de escritórios, absorvendo cerca de 2/3 da área total colocada no trimestre, num total de 3.883 m2. O Central Business District da Boavista continua a ser a zona com maior dinâmica na região, sendo responsável pela maior absorção, com mais de 54% da área total colocada na cidade (2.107 m2) e por mais de metade das operações registadas (cinco em nove). Segue-se a zona Oriental com 998 m2 e duas operações registadas, a zona “Outros Porto” com 526 m2 e também duas operações e, por fim, o CBD Baixa com 252 m2 e apenas uma operação. Fora da cidade do Porto é a zona da Maia aquela que capta maior volume de área com um total de 1.935 m2, sendo também responsável pela maior transação operada no trimestre com 1.562 m2”.

No que concerne à procura e número de operações, são as empresas de “TMT’s & Utilities” que representam a maior quota de mercado, com seis das doze operações (50%). O setor destas empresas foi também responsável pela maior taxa de ocupação (61%), seguindo-se os “Serviços a Empresas” com 24%, as “Farmacêuticas e Saúde” com 8% e as empresas ligadas aos “Outros Serviços” com 7%.

João Leite de Castro salienta que “Mais de metade da área absorvida (3.122 m2) e 1/3 das operações registadas (quatro em doze) prende-se com a necessidade de expansão de área, sendo este o principal fator de motivação para a procura de novos espaços de escritórios na região ao longo do primeiro trimestre. Segue-se o motivo de mudança de instalações com 29% e quatro operações registadas e, por último, o motivo da chegada de novas insígnias à região com 17% e também quatro operações (…)”.

Em comunicado, a PREDIBISA salienta ainda o aumento na procura por parte de novas empresas que pretendem instalar-se no Porto, prevendo-se um crescendo nos níveis de ocupação ao longo dos próximos meses, uma vez que, os novos projetos em desenvolvimento cumprem com os requisitos atuais da procura, através de espaços com implantações superiores a mil metros quadrados, que denotam uma atenção especial à temática ambiental e à certificação energética.