Lisboa está entre os mercados com melhor desempenho de ocupação dos espaços de escritórios europeus

A ocupação dos espaços de escritórios europeus está 9% acima da média de cinco anos entre os primeiros e terceiros trimestres.

De acordo com a análise da Savills e tendo em conta a média do ano até à data, após uma forte atividade registada nos primeiros 6 meses do ano e de um forte terceiro trimestre, a ocupação dos espaços dos escritórios europeus é 9% superior à média de cinco anos entre os primeiros e terceiros trimestres, segundo o comunicado enviado à Brainsre News Portugal.

No decorrer do último trimestre, a ocupação dos escritórios a nível europeu alcançou 2.1m m2, valor enquadrado com a média de cinco anos do terceiro trimestre. Face aos mercados com melhor desempenho, encontra-se Lisboa (+111% em relação com a média de cinco anos de YTD), Colónia (+41%) e Praga (+30%).

Ao longo do terceiro trimestre do ano, as taxas médias de disponibilidade nos escritórios europeus cresceram de 7,3% para 7,5%, ao contrário do registado nos mercados centrais, que se encontram geralmente abaixo dos 5%.

A ausência de stock de qualidade disponível nos mercados core, traduziu-se num aumento de 5,5% da renda média dos escritórios prime europeus, pelo que se prevê um maior crescimento das rendas até 2023, conforme os ocupantes disputam pelo melhor espaço.

De acordo com Christina Sigliano, EMEA Head of Occupier Services, Savills, “dada a procura contínua de espaço de escritório prime nas zonas CBD, esperamos um trimestre final com muitos negócios e prevemos que a ocupação total para 2022 atinja cerca de 9.0m m², com um fluxo constante de negócios para 2023″.

Segundo Alexandra Portugal Gomes, Head of Research & Communications da Savills Portugal, “2022 ficará marcado por um elevado volume de ocupação que atingirá um valor recorde, muito impulsionado pelo fecho de operações de pré-arrendamento e owner-occupier, que provam a corrida competitiva que existe atualmente pelos melhores espaços que são ainda escassos. A renda prime situou-se em 26 euros/m2/mês, confirmando a sua consistente trajetória ascendente, acompanhando a entrada de novos projetos de elevada qualidade e a procura quente.”