Licenciamento em construções novas sobe 5% até maio

Nos primeiros 5 meses de 2022 observa-se um aumento de 4,3% do consumo de cimento no mercado nacional.

De acordo com a Análise de Conjuntura do Setor da Construção, apresentada na sexta-feira pela AICCOPN (Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas), referente ao mês de julho regista-se um crescimento menos acentuado do PIB no 2º trimestre de 2022.

Entre janeiro e junho, o PIB apurou uma subida de 6,9%, face ao trimestre homólogo (11,8% no trimestre anterior), refletindo um crescimento menos acentuado do consumo privado e do investimento do que no trimestre anterior. De relembrar que a evolução, em termos homólogos, reflete em parte um efeito de base, dado que no primeiro trimestre de 2021 estiveram ainda em vigor várias medidas de combate à pandemia que condicionaram a atividade económica. Comparativamente ao trimestre anterior, o PIB decresceu 0,2% em volume, após um crescimento em cadeia de 2,5% no trimestre anterior.

Face aos indicadores setoriais, nos primeiros 5 meses de 2022 observa-se um aumento de 4,3% do consumo de cimento no mercado nacional, comparativamente a igual período do ano passado, para 1.993,6 milhares de toneladas. No que diz respeito ao licenciamento pelas Câmaras Municipais de fogos em construções novas, até ao final do mês de maio, totalizaram 13.293, o que corresponde a uma subida de 5%, face aos 12.660 alojamentos licenciados no mesmo período do ano anterior. Quanto ao licenciamento total de obras de edificação e reabilitação, assiste-se a uma ligeira redução de 3,5%, em termos homólogos, neste período.

No que concerne aos custos de construção de habitação nova, em maio apurou-se uma subida do índice de 13,5%, em termos homólogos, em virtude de variações de 20,5% no índice relativo à componente de materiais, e de 5,8% no índice relativo à componente de mão de obra.

Quanto à concessão de novo crédito à habitação pelas instituições financeiras, nos primeiros 5 meses do ano, o mesmo ascendeu a 6.998 milhões de euros, o que corresponde a um aumento de 19%, face a igual período do ano anterior. No mês de junho, a avaliação bancária na habitação manteve a trajetória de valorização, com uma subida de 15,8%, face a igual mês do ano anterior, para 1.407€/m2, em face de aumentos de 16,7% nos apartamentos e de 12,1% nas moradias.

No segmento de engenharia civil, entre janeiro e junho deste ano, verifica-se uma quebra no montante dos concursos de empreitadas de obras públicas promovidas, o qual apresenta um decréscimo de 19% em termos homólogos, e no montante dos contratos de empreitadas celebrados e registados no Portal Base, verifica-se uma variação homóloga temporalmente comparável de -44%2.