Grupo Pestana oferece 45 milhões ao BCP para transformar Hotel na Madeira em habitação

O Hotel Madeira Palácio que está atualmente nas mãos do BCP está parado há 10 anos.

O Grupo Pestana quer transformá-lo em habitação e oferece 45 milhões de euros pela aquisição do ativo, avança uma notícia do jornal ECO. Anteriormente existiram planos para ali construir um mega hotel de luxo, mas os objetivos do Grupo Pestana passam por transformar todo o imóvel em habitação.

Com vista para o oceano, o Hotel Madeira Palácio está no mercado desde o verão do ano passado e tudo indica que ganhe um novo dono em breve. Este fim de semana, o Jornal da Madeira avançou que a cadeia de Dionísio Pestana estava em conversações com o atual proprietário, o BCP. para adquirir esta unidade hoteleira. José Theotónio , CEO da cadeia hoteleira, , confirmou ao ECO o interesse no imóvel, adiantando que em cima da mesa estava uma proposta de cerca de 45 milhões de euros, mas que o valor final do negócio não está fechado.

José Theotónio salienta que o objetivo é transformar toda a unidade hoteleira em habitações e acrescenta que que uma parte do empreendimento está pronta, enquanto outra parte requer algumas obras. “A hotelaria está fraca e em 2020 conseguimos alguns bons resultados na parte imobiliária. O nosso interesse é exatamente esse: a componente imobiliária. Assim que for comprado, queremos começar imediatamente a vender”.

O Madeira Palácio é composto por quatro lotes: o hotel propriamente dito, uma zona de apartamentos, um terreno para construção ao lado do Pestana Bay e um lote com habitações em regime de colonia, explicou ao ECO José Theotónio.

O ativo que pertencia à empresa Lignum – Investimentos Turísticos da Madeira, controlada pelo Grupo Fibeira.  foi inaugurado sob a marca Hilton, em 1972, que deixou a Madeira na década de 80, passando este a ser gerido pelo grupo que operava o Estoril Palácio e o Hotel Lisboa Penta. Mais tarde, decorria o ano de 2001 e o hotel foi totalmente remodelado, tornando-se no mais luxuoso da Madeira. Fechou portas em 2007 e em 2014, a Lignum tinha mais de 137 milhões de euros acumulados em dívidas, tendo o BCP, o seu maior credor, requerido a insolvência da empresa nesse ano.