Edifícios habitacionais aumentam 0,8% nos últimos 10 anos

A Área Metropolitana de Lisboa apresenta o valor de renda de imóveis mais elevado, enquanto que o Alentejo o valor é o mais baixo.

De acordo com os dados apresentados pelo Instituto Nacional de Estatística – INE, Portugal registou um aumento no número de edifícios e alojamentos destinados à habitação, ainda que num ritmo inferior ao que se verificava em décadas anteriores.

Segundo os resultados dos Censos 2021, o número de edifícios dedicados à habitação é de 3 573 416 e o de alojamentos de 5 981 48, valores que comparativamente a 2011, representam um aumento de 0,8% e 1,7% respetivamente. O crescimento do parque habitacional nos últimos 10 anos é substancialmente inferior ao apurado na década anterior, quando os valores se posicionavam na ordem dos 12% para edifícios e 16% para alojamentos.

O INE avança ainda que, durante a última década, houve um ligeiro reforço do peso da primeira habitação em detrimento das residências secundárias. Em 2021, 69,4% dos alojamentos são destinados à primeira habitação, um aumento de 1,3 pontos percentuais face a 2011. Não só as residências secundárias como a proporção de alojamentos vagos perderam importância, numa queda de 0,8 pontos percentuais e 0,4 pontos percentuais, respetivamente.

Em termos regionais, a Área Metropolitana de Lisboa é a região que possui a maior percentagem de alojamentos de residência habitual (79,6%), sendo a região do Algarve se realça como a região com maior peso das residências secundárias (38,6%). No que toca aos alojamentos vagos, o Alentejo regista a maior fatia (16,5%), em contraste com a região Norte do país, com o menor peso (10,3%).

Na última década, o número de alojamentos arrendados cresceu 16%. Não obstante o facto de que grande parte dos alojamentos de residência habitual seja ocupada pelo proprietário (70%), os alojamentos ocupados em regime de arrendamento registaram uma importância crescente em 2,4 pontos percentuais, face a 2011, o que se traduz em 22,3% do total de alojamentos ocupados. Numa análise por regiões, é o Centro que exibe a maior percentagem de alojamentos ocupados pelo proprietário (77,3%), a par da proporção de alojamentos arrendados mais baixa (15,8%). No que diz respeito à Área Metropolitana de Lisboa, esta distingue-se por ser a área onde o regime de arrendamento é mais forte, com 29,2% dos alojamentos ocupados por arrendatários.

Em relação aos encargos financeiros referentes à aquisição da habitação, face a 2011, nos 38,4% alojamentos com encargos de compra, o valor médio mensal situava-se nos 360,5 euros, o que se traduz num decréscimo. De notar que a maioria dos alojamentos ocupados pelos proprietários (61,6%), não possuem encargos financeiros relativos à aquisição da habitação. É na Área Metropolitana de Lisboa que os custos médios assegurados pelos proprietários, com a aquisição de habitação são mais elevados, cerca de 397 euros. Seguem-se a Região Autónoma da Madeira (394 euros) e o Algarve (374 euros).

No que concerne ao valor médio mensal da renda, relativo aos alojamentos arrendados, esta era de 334 euros em 2021, um aumento de 42,1% quando comparado ao valor que se registou em 2011 (235 euros). O crescimento do valor médio mensal da renda foi verificado em todas as regiões. A Área Metropolitana de Lisboa sobressai-se com o valor das rendas de imóveis mais elevado, com um valor médio mensal de 403 euros, em contraste com o Alentejo, onde o valor médio mensal é de 261 euros.

Por último, verificou-se que 64,5% dos edifícios destinados à habitação não necessitavam de reparações. Dos que realmente precisavam de reparações, 21,8% eram ligeiras, 9,4% médias e 4,6% profundas. A região do Algarve é a que apresenta a maior percentagem de edifícios que não carecem de reparações (70,7%), sendo que o parque habitacional da Região Autónoma da Madeira é o que apresenta um estado de conservação menos favorável, com 43,0% dos edifícios a exigirem alguma intervenção.