Desconfinamento incentiva o início da retoma no alojamento

Resultados do inquérito mensal da AHRESP apontam melhorias na atividade das empresas de alojamento turístico e de restauração.

São estes os dados apresentados pela Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal no inquérito mensal apresentado relativo ao mês de abril, que registaram melhorias com o avançar do plano de desconfinamento.

Na sequência de mais de um ano com enormes prejuízos e mesmo apesar de algum otimismo, a situação ainda é preocupante. Segundo a AHRESP; os Apoios a fundo perdido à tesouraria e à manutenção do emprego devem continuar.

 Após um novo confinamento, o mês de abril marcou, provavelmente, o início da retoma destas atividades. Mesmo continuando a evidenciar níveis preocupantes, o inquérito mensal da AHRESP relativo ao mês de abril indica melhorias face aos inquéritos anteriores. Ainda assim, 26% das empresas da Restauração e 11% das empresas do Alojamento mantêm intenções de requerer insolvência.

No inquérito, 19% das empresas de Alojamento Turístico indicam estar com a atividade suspensa, 43% não registou qualquer ocupação e 27% indicou uma ocupação até 10%.

Quanto às estimativas para o mês de maio, 32% das empresas estimam uma taxa de ocupação zero, e 28% das empresas perspetivam uma ocupação máxima de 10%, sendo que 11% das empresas ponderam avançar para insolvência por não conseguirem suportar todos os normais encargos da sua atividade.

A quebra de faturação do mês de abril foi acima dos 90%, para 40% das empresas inquiridas. Como consequência da forte redução de faturação, 22% das empresas não conseguiram efetuar pagamento de salários em março e 5% só o fez parcialmente.

No que concerne ao emprego, 30% das empresas já efetuaram despedimentos desde o início da pandemia. Destas empresas, 25% reduziram em mais de 50% os postos de trabalho a seu cargo e 4% das empresas assumem que não vão conseguir manter todos os postos de trabalho até ao final do mês de junho.