Custos de construção crescem 14,3% em abril

Os materiais que mais contribuíram para esta evolução são os aços e os produtos cerâmicos, com subidas homólogas acima dos 60%.

De acordo com o Índice de Custos de Construção de Habitação Nova (ICCHN), divulgado ontem pelo Instituto Nacional de Estatística, em abril os custos de construção de habitação nova subiram 14,3% em termos homólogos.

O mês em análise regista mais 2,7 pontos percentuais que o observado no mês anterior, consequência da aceleração da variação dos preços na componente de materiais, tendo abrandado na mão-de-obra.

Segundo o INE, o preço dos materiais e o custo da mão de obra apresentaram, respetivamente, variações homólogas de 20,5% e de 5,8%.

A variação homóloga estimada do ICCHN foi 14,3% em abril, taxa superior em 2,7 p.p. à registada em março. Os preços dos materiais subiram 20,5%, acelerando 5,2 p.p. face ao mês anterior e o custo da mão de obra cresceu 5,8% (6,4% em março).

No que diz respeito ao custo dos materiais, o mesmo contribuiu com 11,9 p.p. para a formação da taxa de variação homóloga do ICCHN (8,9 p.p. em março) e a componente mão de obra reduziu a sua contribuição para 2,4 p.p. (2,7 p.p. no mês anterior).

Quanto aos materiais que mais contribuíram para esta evolução, entre eles estão os aços e os produtos cerâmicos, com subidas homólogas acima dos 60%. O gasóleo, as obras de carpintaria e os aglomerados e ladrilhos de cortiça apresentaram crescimentos homólogos acima dos 30%.

No mês em análise, a taxa de variação mensal do Índice de Custos de Construção de Habitação Nova foi 3,3%. O custo dos materiais e o custo da mão de obra aumentaram 5,4% e 0,2%, respetivamente.

Quanto às componentes materiais e mão de obra, as mesmas contribuíram com 3,2 p.p. e 0,1 p.p., respetivamente, para a formação da taxa de variação mensal do ICCHN (2,7 p.p. e 0,2 p.p. em março, pela mesma ordem).