Avaliação bancária subiu para 1314 euros por m2

A única região que apresentou uma variação em cadeia negativa foi a Região Autónoma da Madeira (-0,2%).

Nos dados hoje avançados pelo Instituto Nacional de Estatística, no Inquérito à Avaliação Bancária na Habitação, apurou-se uma subida para 1 314 euros por metro quadrado em fevereiro. O valor registado, observou mais 22 euros que no mês precedente. A taxa de variação fixou-se em 11,9% (10,4% em janeiro), em termos homólogos.

No mês em análise, o valor mediano de avaliação bancária, realizada no âmbito de pedidos de crédito para a aquisição de habitação, fixou-se em 1 314 euros por metro quadrado (euros/m2), tendo aumentado 1,7% face a janeiro (1 292 euros/m2). A maior subida face ao mês anterior registou-se no Alentejo (2,6%). A única região que apresentou uma variação em cadeia negativa foi a Região Autónoma da Madeira (-0,2%). Quando comparado com o mesmo período do ano anterior, o valor mediano das avaliações cresceu 11,9%, observando-se a variação mais intensa no Algarve (19,0%) e a menor no Alentejo (7,9%).

No que diz respeito aos apartamentos, em fevereiro, o valor mediano de avaliação bancária foi 1 462 euros/m2, tendo crescido 13,2% relativamente a fevereiro de 2021. O valor mais alto foi registado no Algarve (1 803 euros/m2) e o mais baixo no Alentejo (933 euros/m2). O Algarve apresentou o crescimento homólogo mais significativo (19,6%), tendo o Alentejo apresentado o menor (7,9%). Em comparação com o mês de janeiro, o valor de avaliação aumentou 1,7%, tendo o Norte e a Área Metropolitana de Lisboa apurado as maiores subidas (2,1% ambas). A única descida verificou-se na Região Autónoma dos Açores (-1,7%). O valor mediano da avaliação para apartamentos T2 subiu 32 euros, para 1 492 euros/m2, tendo os T3 subido 24 euros, para 1 299 euros/m2. Estas tipologias representaram, o seu conjunto, 80,3% das avaliações de apartamentos realizadas no período em análise.

Quanto às Moradias, o valor mediano da avaliação bancária foi de 1 047 euros/m2 no mês em análise, o que representa um acréscimo de 7,4% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Os valores mais elevados verificaram-se no Algarve (1 830 euros/m2) e na Área Metropolitana de Lisboa (1 792 euros/m2), tendo o Centro registado o valor mais baixo (875 euros/m2). O Algarve apresentou o maior crescimento homólogo (17,2%) e o menor observou-se na Região Autónoma da Madeira (2,5%). Comparativamente com janeiro, o valor de avaliação cresceu 1,0%. O Alentejo apresentou a subida mais acentuada (4,5%), tendo-se verificado apenas uma descida, na Região Autónoma da Madeira (-1,6%). O valor mediano das moradias T2 subiu 20 euros, para 1 001 euros/m2, tendo as T3 subido 4 euros, para 1 026 euros/m2 e as T4 2 euros, para 1 099 euros/m2. No seu conjunto, estas tipologias representaram 89,2% das avaliações de moradias realizadas em fevereiro.

Numa Análise por Regiões, o INE indica, de acordo com o Índice do valor mediano de avaliação bancária, no período em análise, o Algarve e a Área Metropolitana de Lisboa apresentaram valores de avaliação 38% e 34%, respetivamente, superiores à mediana do país. Beiras e Serra da Estrela foi a região que apresentou o valor mais baixo em relação à mediana do país (-48%).

No que concerne ao número de avaliações bancárias, foram consideradas 28 681 avaliações, mais 24,2% que no mesmo período do ano anterior, das quais 18 457 foram apartamentos e 10 224 moradias. Contudo, esta evolução deverá refletir um efeito base, na medida em os primeiros meses de 2021 foram afetados pelo agravamento das medidas de contenção associadas à situação pandémica vivida. Em comparação com o período anterior, realizaram-se menos 1 087 avaliações bancárias, o que corresponde a uma quebra de 3,7%.