Avaliação bancária subiu para 1 331 euros por metro quadrado

O número de avaliações bancárias consideradas ascendeu a cerca de 32 mil.

 

De acordo com o Inquérito à Avaliação Bancária na Habitação, ontem divulgado pelo Instituto Nacional de Estatística, em março, o valor mediano de avaliação bancária, realizada no âmbito de pedidos de crédito para a aquisição de habitação, fixou-se em 1 331 euros por metro quadrado (euros/m2), valor que registou uma subida de 1,3% face a fevereiro (1 314 euros/m2).

No mês de março, no que respeita a apartamentos, o valor mediano de avaliação bancária de foi 1 476 euros/m2, tendo subido 13,5% relativamente a março de 2021. O valor mais elevado foi observado no Algarve (1 794 euros/m2) e o mais baixo no Alentejo (964 euros/m2). Segundo o INE, o Algarve apresentou o crescimento homólogo mais expressivo (19,0%), tendo a Região Autónoma dos Açores apresentado o menor (4,2%). Em comparação com fevereiro, o valor de avaliação subiu 1,0%, tendo o Alentejo registado a maior subida (3,3%). A maior descida observou-se na Região Autónoma dos Açores (-1,0%). Quanto a tipologias, o valor mediano da avaliação para apartamentos T2 subiu 13 euros, para 1 505 euros/m2, tendo os T3 subido 17 euros, para 1 316 euros/m2. No seu conjunto, estas tipologias representaram 80,2% das avaliações de apartamentos realizadas no período em análise.

No que diz respeito às moradias, o valor mediano da avaliação bancária foi de 1 067 euros/m2 no mês em análise, o que representa um aumento de 7,5% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Os valores mais elevados verificaram-se no Algarve (1 815 euros/m2) e na Área Metropolitana de Lisboa (1 788 euros/m2), tendo o Alentejo e o Centro registado os valores mais baixos (900 euros/m2 e 901 euros/m2, respetivamente). O maior crescimento homólogo ocorreu na Área Metropolitana de Lisboa (15,3%) e o menor observou-se no Alentejo (5,9%).  Em comparação com fevereiro, o valor de avaliação aumentou 1,9%. A Região Autónoma da Madeira apresentou a subida mais acentuada (3,3%), tendo-se observado a maior descida no Algarve (-0,8%). Por tipologias, o valor mediano das moradias T2 subiu 46 euros, para 1 047 euros/m2, tendo as T3 subido 19 euros, para 1 045 euros/m2 e as T4 5 euros, para 1 104 euros/m2. No seu conjunto, estas tipologias representaram 88,8% das avaliações de moradias realizadas no período em análise.

Segundo o INE, de acordo com o Índice do valor mediano de avaliação bancária, numa análise por regiões, em março de 2022, o Algarve, a Área Metropolitana de Lisboa e o Alentejo Litoral, apresentaram valores de avaliação 35,2%, 33,6% e 4,2%, respetivamente, superiores à mediana do país. Beiras e Serra da Estrela foi a região que apresentou o valor mais baixo em relação à mediana do país (-48,2%).

Para o apuramento do valor mediano de avaliação bancária de março, foram consideradas 32 043 avaliações, mais 23,5% que no mesmo período do ano anterior, das quais 20 674 foram apartamentos e 11 369 moradias. Contudo, esta evolução deverá refletir um efeito base, na medida em os primeiros meses de 2021 foram afetados pelo agravamento das medidas de contenção associadas à situação pandémica vivida. Em comparação com o período anterior, realizaram-se mais 3 362 avaliações bancárias, o que corresponde a um aumento de 11,7%.