Atividade na construção permanece estável em março

No mês março manteve-se uma trajetória de estabilidade, mesmo com o impacto das medidas de confinamento.

De acordo com a análise de Conjuntura do Sector da Construção elaborada pela AICCOPN (Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas) e AECOPS (Associação de Empresas de Construção, Obras Públicas e Serviços), a variação do consumo de cimento nos dois primeiros meses de 2021 reflete essa estabilização, ao registar uma variação praticamente nula, de -0,2% em termos homólogos.

Com base na informação estatística setorial disponível até ao final do mês de março verifica-se que, a atividade na construção se manteve numa trajetória de estabilidade, mesmo com o impacto das medidas de confinamento, as quais representaram significativos constrangimentos em atividades fortemente interligadas com a construção, nomeadamente a mediação imobiliária.

A variação homóloga acumulada do consumo de cimento no mercado nacional em janeiro e fevereiro, reflete bem essa estabilização da atividade, ao registar uma variação praticamente nula, de -0,2%, após se ter verificado um crescimento de 10,6% em 2020.

O relatório apresentado pela AICCOPN em conjunto com a AECOPS, analisa os dados recentemente divulgados, relativos às transações de alojamentos familiares do 4.º trimestre de 2020, que revelaram novos máximos históricos com 49.734 alojamentos transacionados, num montante global de 7.534 milhões de euros, o que traduz aumentos em termos homólogos de 1,0% e de 8,7%, respetivamente.

Quanto aos preços dos imóveis, a tendência global de crescimento, permaneceu inalterada, em 2020, com o índice de preços da habitação no 4º trimestre a valorizar-se 8,6% em termos homólogos. Os valores de avaliação bancária na habitação, que já dizem respeito a fevereiro de 2021, continuam a atingir um novo máximo histórico, com um aumento de 5,7%, também em termos homólogos.

No que concerne ao licenciamento de obras pelas Camaras Municipais, janeiro de 2021 foi um mês negativo, com uma quebra global de 17,3%, fruto de reduções de 10,9% nos edifícios habitacionais e de 32,0% nos edifícios não residenciais.

A análise apresentada refere também que no segmento de engenharia civil, nos primeiros dois meses de 2021, o mercado de empreitadas de obras públicas permaneceu positivo. Ao nível das promoções de concursos de empreitadas de obras públicas o montante totalizou 543 milhões de euros, o que traduz um aumento de 2% face a igual período do ano passado. No que concerne aos contratos de empreitadas celebrados e considerando toda a informação reportada no Portal Base apura-se uma variação de -3%, em termos homólogos, contudo utilizando uma métrica temporalmente comparável, ou seja, utilizando a informação conhecida a 15 março de cada ano, regista-se neste indicador, um crescimento de 23,7%.