A influência do comércio online no setor logístico

Numa época em que o mundo se tornou cada vez mais digital em que podemos manter as nossas interações, a salvo do Covid-19, esta mudança obriga a um evidente crescimento do e-commerce, que já é visível em algumas alterações no mercado imobiliário, causando cada vez mais procura de novas soluções.

A incessante busca pelo digital serviu para garantir a continuidade da sociedade e da atividade empresarial. As medidas impostas pelo governo, os sucessivos confinamentos e estados de emergência, deram início a um ambiente de sobrevivência das marcas, através da comunicação, de forma a acompanhar a velocidade das novidades do mercado, garantir boas parcerias, criar uma boa relação entre a procura e a oferta e finalmente chegar ao consumidor.

A conectividade e o acesso à economia digital mostraram-se essenciais para o desenvolvimento das empresas A pandemia destacou a importância da Internet no desenvolvimento social e económico do país. O investimento em infraestruturas e redes digitais, bem como o investimento em data centers, mostra que esta é apenas uma parte da jornada digital que temos pela frente.

Os tempos conturbados que vivemos no último ano, fragmentado por diversas fases de confinamento, levaram a rápidas transformações para fazer face às necessidades dos consumidores e empresas. Assistimos assim, a uma proliferação de plataformas de e-commerce, obrigando as empresas a repensar o seu método de compra e venda neste “novo normal”. O constante, e cada vez maior número de necessidades urgentes e específicas do consumidor, levou a alterações de comportamento por parte deste e, consequentemente, este novo modelo de negócio levou as empresas a reestruturar as suas necessidades a nível de armazenamento e logística.

O mercado imobiliário passa também por estas transformações. O aumento das compras online, leva as empresas a intensificar a procura de logística junto às áreas urbanas, de forma a garantir a satisfação do cliente. Os centros logísticos estão cada vez mais próximos das grandes cidades para garantir uma maior rapidez na entrega ao consumidor. Esta proximidade é somente balizada pelo preço por metro quadrado, o fator principal, que pode distanciar esta contiguidade aos grandes centros urbanos.

Adaptação é a palavra de ordem para esta nova era digital de comércio. A necessidade de oferecer novos serviços e agilizar cada vez mais a entrega de encomendas leva a uma redistribuição não só do processo logístico, como da procura e criação de novos armazéns. Qualquer empresa só conseguirá sobreviver se entrar nesta alta velocidade de tendências para o futuro obrigando os operadores logísticos a fazer entregas de forma mais célere e a preços mais reduzidos.

Com o novo cenário que incentiva os negócios online, a reduzida disponibilidade de espaços para ocupação logística não beneficia as empresas com interesse em expandir para próximo do centro das cidades, de forma a servir a população das áreas urbanas e reduzir os tempos de entrega. Alguns dos pontos mais importantes passam pelo aumento da procura dos ocupantes de logística e uma maior relevância atribuída a questões como disponibilidade de mão de obra, custos de arrendamento e logística urbana.

A crise pandémica continua a ser o foco das decisões das empresas e continuará a impulsionar a procura por espaços no país, para assegurar que as instalações de logística estejam prontas para o aumento da procura devido ao rápido crescimento do canal online. Destacam-se a entrada de novas lojas no comércio online, a diversificação nos carrinhos de compras e o aumento de novos hábitos que intensificam este modelo de negócio.